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Mulher Moderna / Exclusivo

Em cartaz em SP, Lola Fanucchi revela desafios ao viver Adrien em ‘Rocky’: ‘Novas inspirações’

A atriz que dá vida à icônica Adrien, par romântico de Rocky Balboa, contou em entrevista exclusiva como foi o processo de preparação para o papel

Isabelly de Lima Publicado em 05/04/2025, às 14h00

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A atriz Lola, que dá vida à Adrien em 'Rocky' - Reprodução / Instagram
A atriz Lola, que dá vida à Adrien em 'Rocky' - Reprodução / Instagram

Adrien, no filme “Rocky”, é uma personagem central que representa o apoio e a motivação para o protagonista, Rocky Balboa (vivido por Stallone). Ela é uma mulher introvertida e tímida, que trabalha em uma loja de animais e leva uma vida simples e solitária. Ao longo da trama, ela se torna não apenas o interesse romântico de Rocky, mas também sua maior fonte de força emocional.

Na peça, que leva o mesmo nome, isso não é diferente. Vivida de maneira magistral pela talentosa Lola Fanucchi, Adrien é daquele tipo de personagem que cativa o público já na primeira fala. A atriz, que já teve muitos papeis no teatro, cinema e televisão, conversou com a Máxima para fazer um apanhado de sua carreira e também para contar como está sendo viver uma personagem tão memorável da cultura pop. 

Confira a entrevista:

  • Adrian Pennino é uma mulher cheia de camadas e evolução ao longo da história. Como foi o seu processo de construção dessa personagem e quais foram as principais inspirações para trazê-la ao palco?

“O ensaio é um período bastante intenso que eu, particularmente, sou apaixonada. É onde mergulhamos com tudo na obra! Nossa equipe criativa se debruçou bastante no que chamamos de "trabalho de mesa", onde antes de tudo estudamos em profundidade o texto da peça. Busquei adicionar novas inspirações ao que o texto propõe para criar algo interessante e não apenas uma cópia. Acho que a Talia Shire eternizou a personagem no cinema e parte do meu trabalho é levar essa essência para os fãs da obra. Mas também quis explorar outras referências, até porque nossos contextos são completamente distintos”. 

“Estamos num palco super próximo ao público. Isso pede que seja criada uma nova versão da personagem até para a história manter seu impacto original que tocou tantos corações pelo mundo. Estudei desde patinadoras da época em que o filme foi lançado, como Dorothy Hamill, até memórias mais pessoais de pessoas próximas como minha mãe”.  


  • Você mencionou que interpretar Adrian veio como um "plot twist" após um ano desafiador. De que forma esse papel tem sido significativo para você pessoalmente e profissionalmente?

“Acho importante a gente não negar os tempos difíceis, ainda mais hoje em dia, onde todo mundo parece ter a vida perfeita na internet. Há momentos em que a vida não é tão fácil, né? 2024 foi um ano pessoalmente desafiador para mim e acho que, de alguma forma, isso também me fez entender e levar para o meu teste uma versão da Adrian que fazia sentido”. 

"É uma personagem que mistura delicadeza com resiliência. Foi uma felicidade gigantesca ter sido escolhida para vivê-la. Tenho muito orgulho de honrar todos os dias a história dela no palco, pois leva uma mensagem muito poderosa de que, independente das dificuldades que vivemos no passado, podemos escolher transformar nosso futuro e construir uma vida que nos preenche".


  • Sua trajetória artística passou por diferentes formatos, do teatro musical ao audiovisual. Quais as principais diferenças que você sente ao atuar nesses dois meios e qual deles mais te desafia?

“Eu acredito que o núcleo que sustenta o trabalho do ator é o mesmo, independente do meio onde ele se encontra. Para mim, pessoalmente, está muito conectado à verdade. Encontrar a verdade daquela personagem, da circunstância, da troca genuína com os parceiros de cena. Isso é imperativo para mim. E isso se mantém em qualquer condição e meio. Mas claro que, conforme você transita em diferentes plataformas, você estuda e aprende particularidades técnicas de cada uma para potencializar a melhor forma de contar uma história ali”. 

É o que acontece quando no musical, por exemplo, um ator começa a cantar para extrapolar algo que o texto naquele momento parece não dar conta. É o que acontece num plano muito fechado pro audiovisual onde, sem falar nada, você precisa da mesma forma comunicar. Eu acho muito prazeroso poder explorar todas as possibilidades e não me limitar a apenas uma linguagem. Definitivamente todas são desafiadoras e me fazem crescer como atriz”.

  • Além das referências da Talia Shire no cinema, você trouxe elementos pessoais para compor Adrian, incluindo memórias da sua mãe. Como foi esse processo emocional e de que maneira essas mulheres enriqueceram sua construção?

“Acho que todas as inspirações vão tornando a criação mais completa e portanto mais humana, real. Minha mãe tinha uma certa fragilidade que tento pegar emprestada em alguns momentos para Adrian e que obviamente me conectam num lugar mais pessoal. Mas acho importante essa mistura de referências. Acho que é aí que se cria algo original”.


  • Olhando para sua trajetória, que inclui desde grandes musicais até trabalhos no cinema e na TV, qual foi o momento mais marcante da sua carreira até agora? E o que você ainda sonha realizar?

“Eu tenho dificuldade de escolher UM momento marcante, pois fui imensamente feliz tantas vezes por conta desta profissão. Mas tenho muito orgulho da minha primeira oportunidade no audiovisual ter surgido a partir de um trabalho que eu estava fazendo no teatro. Meu diretor na novela “Órfãos da Terra”, Gustavo Fernandez, foi assistir a peça que eu estava em cartaz na época ("Natasha, Pierre e o grande Cometa de 1812") e me convidou para um teste. Me apaixonei pelo audiovisual naquele trabalho com ele e foi justamente mágico que essa porta tenha sido aberta pelo teatro, lugar onde comecei”. 

E sobre sonhos acho que sou fiel! Rs! O meu nunca muda. É o mesmo da mini Lola que brincava de fazer cena na sala de casa. Eu gostaria de, até quando o corpo aguentar, poder ter a sorte de continuar ativa na minha profissão. Soa meio dramático (e pode ser mal de atriz…rs!), mas é uma carreira bastante complexa e eu me sinto extremamente honrada de poder viver de arte no Brasil. Quero continuar e não me limitar a um meio. Agora estou em cartaz no teatro, amaria fazer cinema novamente em breve. Ando com saudades do audiovisual!”.

A peça ainda está em cartaz no 033 Rooftop, em São Paulo. Para garantir seus ingressos, clique aqui.